METODOLOGIA

Características marcantes de cada região, as calçadas e passeios são espelhos dos valores agregados aos espaços públicos e aos hábitos de transporte. São retratos da realidade social do ambiente que as engloba e da percepção de cidadania de cada um. Como o Estado articula as infraestruturas e diretrizes para o transporte, sendo ele público ou privado, denota para quem se governa. Aqui, se evidenciará a relação das esferas do poder público com a parcela da população que, por necessidade ou opção, utiliza as calçadas de Salvador como vias de locomoção. Será exposta a realidade de quem caminha e de como as vias para estes são projetadas e mantidas através de uma análise qualitativa das mesmas segundo os conceitos de Design Universal.

O principal conceito que dá base aos sete parâmetros do Design Universal está exposto no próprio nome. O projeto, construção e execução das calçadas públicas e privadas têm que atender a universalidade do público da localidade que ela engloba. Dentro dessa universalidade está incluso todo tipo de público.

Para efeito de melhor análise da mobilidade das localidades aqui estudadas, iremos dividir o público em quatro tipos:

  • 1. Pessoas sem deficiência física, englobando a maior parte da população que anda pelas calçadas e que mesmo com uma mobilidade corporal plena, enfrenta dificuldades na sua locomoção pela cidade;
  • 2. Pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva, que sentem grande dificuldade devido à pouca disponibilização de calçadas que atendam as suas necessidades;
  • 3. O iletrado (analfabeto), que na nossa região ainda representa uma parte significativa da população e que não deveria sentir dificuldades em se locomover pela cidade;
  • 4. O estrangeiro, que necessita de uma estrutura de nível universal para que possa andar livremente por uma cidade considerada polo turístico do Brasil e que é responsável por uma grande parte da receita gerada na cidade de Salvador.

A partir desses pontos de vista, teremos um trajeto a seguir para cada caso, evidenciando os problemas de mobilidade enfrentados por essas pessoas e articulando com os sete preceitos do Design Universal.

No primeiro tipo iremos analisar principalmente o estado de manutenção das calçadas, aspectos técnicos em relação às dimensões a continuidade entre o passeio público e o privado. Além disso, iremos analisar pontos de perigo, por exemplo, locais em que o pedestre tenha que sair da calçada, ou que não exista, forçando-o a caminhar pela pista de tráfego de automóveis. Aqui também colocaremos aspectos que serão anexados aos outros três casos como: má colocação de postes, presença de lixo na calçada, veículo estacionado em cima do passeio, sinalização e o que ocorrer. Esses últimos aspectos estão mais relacionados ao tema denúncia do que ao de adequação ao Design Universal. No segundo tipo iremos focar principalmente na análise das calçadas no âmbito da presença ou ausência de estruturas que atendam aquele público. Daí obtemos, rampas de acesso, “piso liso” (poucos desníveis), presença de sinalização correta, piso em relevo (e se está posicionado corretamente), presença de sonorizador nas sinaleiras e o que ocorrer. Para o terceiro e quarto casos a análise é semelhante, diferenciando apenas a sinalização adequada para iletrados em relação à de estrangeiros, a presença de linguagens estrangeiras como legendas das sinalizações.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s